Programa de Engenharia Nuclear da COPPE/UFRJ
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ENGENHARIA DE FATORES HUMANOS

 

ÁREA DE PESQUISA: ENGENHARIA DE FATORES HUMANOS

 

Á área de Engenharia de Fatores Humanos do Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da COPPE/UFRJ foi aprovada na reunião de colegiado realizada em 18/05/95. Esta nova área complementa as atividades de pesquisa que se inserem nas outras áreas do Programa.

A área de Engenharia de Fatores Humanos surgiu como consequência de um conjunto de pesquisas desenvolvidas nos últimos três anos, consubstanciadas pelo desenvolvimento e defesa de algumas teses de Mestrado e Doutorado, além de várias publicações científicas.

A área conta com a participação direta dos docentes Aquilino Senra e Roberto Schirru, e tem atualmente várias linhas de pesquisa em nível de teses de mestrado e doutorado.

A aplicação de técnicas avançadas de engenharia de sistemas e computação, tais como sistemas especialistas, redes neuronais, fuzzy logic e algoritmos genéticos, a alguns problemas da operação de usinas nucleares tem um objetivo potencial de melhorar a segurança e as condições de operação destas centrais. As técnicas citadas emergiram como ferramentas de desenvolvimento de sistemas computacionais nas duas últimas décadas, de um relativo período sem aplicações significativas para um crescimento rápido da tecnologia de processamento de informações.

Uma das principais aplicações das técnicas avançadas da engenharia de sistemas e computação situa-se no desenvolvimento de sistemas de conhecimento, e em particular na inteligência artificial. Tais sistemas têm um caracter complementar aos sistemas de simulação de engenharia, particularmente na solução de problemas complexos nos quais as simulações de engenharia são proibitivas, seja pelo tempo computacional, seja pela dificuldade de modelagem analítica das mesmas.

Várias aplicações de inteligência artificial têm sido feitas na área da engenharia nuclear, como por exemplo, para diagnóstico do desligamento de um reator nuclear tipo PWR através da técnica de redes neuronais. A simulação de engenharia de tal problema certamente demandaria um longo período de tempo para religar o reator nuclear. Detecção de condições anormais na operação de uma usina nuclear, validação de sinais, monitoração e controle de processos nucleares são outras aplicações da inteligência artificial na engenharia nuclear.

Estas atividades de pesquisa não se enquadram nas áreas atualmente existentes no Programa de Engenharia Nuclear. Na realidade, a criação da área de Engenharia de Fatores Humanos reflete uma tendência internacional, em particular da maioria das universidades americanas, que criaram novas áreas para adequar as novas linhas de pesquisa à estrutura curricular dos cursos.